
O Jubileu da Esperança (2024–2025), sob o lema “Peregrinos de Esperança”, encerra-se oficialmente em 6 de janeiro de 2026, com o Papa Leão XIV fechando a Porta Santa da Basílica de São Pedro. Esse gesto simbólico conclui um tempo litúrgico especial, convidando milhões de fiéis a renovarem a fé, acolherem a misericórdia divina e reafirmarem o compromisso de discípulos de Cristo. Contudo, o Jubileu não é término, mas impulso: sua graça deve pulsar na existência diária de cada cristão.
O LEGADO DO JUBILEU 2025: ENCARNAR A FÉ NO COTIDIANO
Após o Ano Santo, a Igreja recorda que a esperança cristã não se restringe a um período excepcional, mas deve configurar um modo de ser. A fé precisa manifestar-se em todas as dimensões da vida:
- Na correria do dia a dia (trabalho, estudos, família), católicos e todas as pessoas são chamados a integrar mais profundamente a espiritualidade de Jesus por meio de atitudes concretas, como:
- Participação ativa no chamado vocacional, na Missa e nos sacramentos.
- Oração diária (Bíblia, Rosário, leitura da vida dos santos católicos).
- Fidelidade aos Dez Mandamentos como bússola moral.
- Prática da caridade e da solidariedade com os necessitados.
- Súplica pelo Papa e pela Igreja, fortalecendo a unidade católica.
- No mundo atual, marcado por redes sociais e ambientes profissionais que influenciam opiniões, os cristãos devem resistir à tentação de serem infantis ou vazios, postando inutilidades; devem ser sinais visíveis de esperança, transmitindo valores cristãos com coerência e amor.
OLHANDO PARA O HORIZONTE: O JUBILEU DA REDENÇÃO EM 2033
Enquanto o Jubileu da Esperança se conclui, a Igreja já volta os olhos ao Jubileu da Redenção de 2033, marco dos 2.000 anos da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Esse evento reforça a identidade cristã como caminho ininterrupto de conversão, que não depende apenas de celebrações extraordinárias, mas de uma fé viva e transformadora.
O Papa Francisco, ao convocar o Jubileu atual, destacou que ele serviria de preparação espiritual para esse marco futuro, recordando que a fé não se resume a momentos, mas é “convite permanente ao encontro com Cristo, o Redentor”.
A FÉ COMO COMPROMISSO DIÁRIO
O término do Jubileu em 2025 não deve levar ao relaxamento da vivência cristã, mas ao “reacendimento da vocação batismal”. Os fiéis são instados a caminhar com Jesus, fazendo da esperança uma realidade concreta no mundo, até a celebração de 2033 e além, rumo ao encontro definitivo com Deus no Céu.
A PORTA SANTA SE FECHARÁ! E AGORA?
Alegremo-nos!
Somos peregrinos além do Jubileu. Compreendemos que a Porta Santa se fechará, deixando nossos corações mais abertos para as graças de Deus. A esperança não acaba, fortalece-se, de modo que nos faz mais ativos no amor a Deus e ao próximo. Faz-nos mais fortes, e assim dizemos sim a Deus, que a todos chama para a santidade na missão.
Podemos dizer: Portas Santas fechadas, corações mais abertos e mais entregues a Deus — eis o legado do Jubileu na vida dos cristãos!
Deus, que é bom, misericordioso e poderoso, abençoe-nos a todos.
J.V.