Meditação para o Dia 17 de Julho

Cada um de nós tem a sua cruz. Dela não podemos fugir. E não se podem comparar as de uns com as de outros. Todos sofrem, variando a dor de coração para coração. O que para este é martírio é, para aquele, consolo.

Um historiador de Mgr. Dupanloup conta que o Pe. Bougaud e o Pe. Lagrange, dois futuros ilustres bispos franceses, discutiam a questão: Quem sofreu mais, Maria Antonieta ou Maria Stuart? Mgr. Dupanloup os deixou falar um bom quarto de hora. Disse-lhes depois cheio de bondade:

“Meus amigos, meus bons amigos, as dores não se comparam!…” (1)

Sim, as dores não se comparam. Assim como não há dois homens iguais em tudo, assim também são diversos e não se podem comparar os sofrimentos e dores. Cada um tem a sua cruz. Por isso é que Jesus Cristo, o mais profundo conhecedor do nosso coração, ordena que tomemos a cruz para segui-lO, mas a cruz de cada um, pessoal. Diz o Evangelho:

Tollat crucem suam – “Tome a sua cruz”

Essa cruz é a cruz de todo dia. Cruz de golpes de coração, a cada passo, em família; cruz de mortificações e do cumprimento do dever; cruz de ingratidões e olhares indiferentes, trabalhos pesados; cruzes pequeninas, de todo o mundo ignoradas; dores íntimas, que nos partem o coração e de que ninguém poderia sequer suspeitar!

Ah! Como são preciosas e queridas ao Senhor essas pequeninas cruzes! Só elas bastam para nos santificar. São as nossas cruzes. Cada um tem a sua, a crucem suam quotidie do Evangelho.

Referência:
(1) Rouzic. – “Douleur et résignation”


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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 215)


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1 comentário

  1. Nossas cruzes, cada um na sua individualidade tem por compromisso nos aproximar mais e mais de Deus, por isso entendo que são individuais, pois como seres únicos, nossas cruzes também o são. Ótimo texto para reforçar um entendimento que o Senhor já havia me dado.

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