Meditação para o Dia 11 de Maio

É a mais consoladora esperança. No Céu, lá na pátria bem-aventurada, onde não haverá mais luto, nem prantos, nem dores, nem enfermidades: lá onde a felicidade é eterna, verei Maria, minha Mãe, meu doce refúgio! Consoladora verdadeira! Oh! Tenhamos paciência no exílio. A vida passa tão depressa! Suportemos pacientemente as trevas desta noite, em péssima hospedaria, no dizer de Santa Teresa. Logo, no dia eterno e esplendoroso do Céu, veremos Nossa Senhora, a beleza e o encanto do Paraíso!

Santa Bernadete sofria ao pensar no Céu. Tinha uma saudade imensa de Nossa Senhora! Ouviram-na murmurar na agonia:

“O Céu! O Céu! Trabalhemos para o Céu! Soframos pelo Céu! O resto nada vale!”

E acrescentava:

“Oh! Nossa Senhora é tão bela que, depois que a vimos uma vez, custa suportar a vida até de novo a rever no Céu!”

Sim, a Virgem Santíssima, ideal de beleza e de amor, beleza imaterial e sublime, é o Paraíso no Paraíso! Vale sofrer um pouco neste mundo, para poder contemplá-la no Céu! Se soubéssemos! Cantemos com o povo:

“Com minha Mãe estarei,
Em seu coração terno!
Em seu colo materno,
Sem fim, descansarei!”

Quando, minha Mãe, terei essa ventura e poderei cantar eternamente vossas misericórdias? Quando?!…

Digamos também assim nas amarguras da vida!



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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 146)


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