VOCAÇÃO DE JESUS!
Deus seja amado com todas as forças de nosso coração e de nossa alma.
05/07/2021

Antes de iniciar a leitura dessa meditação, aconselho você a se preparar interiormente através desse método de RECOLHIMENTO DIANTE DE DEUS.
https://vocacaodejesus.com/meditacao/recolhimento-diante-de-deus/

Capítulo 1

O SUSTO DOS VIZINHOS

Ao chegar, Pedro toca a campainha, espera, e toca mais uma vez. Enquanto isso, chega Flávio com sua esposa e cunhada. Em seguida, chegam os dois pastores e Leonhard. Eles se cumprimentam. Pedro toca a campainha outra vez, e vê que a casa de Russel e Natália está sem ninguém.

–  Já toquei a campainha outras vezes. Eles saíram, mas devem estar voltando.

O Pastor Melâncton diz:

– Irmão, vamos aproveitar para fazer uma oração, enquanto os irmãos chegam.

O pastor começa a orar em voz muito alta. Todos os seus “aleluias”, que são ditos de modo mais alto ainda, são repetidos pelo pastor Calvino, que tem uma voz muito forte e grave.

– Aleluia! Ó Deus! ALELUIA! Eu te bendigo, ó Pai, ALELUIA! Pela oração, que é um canal de ligação convosco, ó Pai. ALELUIA! Estamos aqui, ó Pai, na frente da casa do Russel e da Natália, ALELUIA! Abençoai esse casal e enviai o Espírito Santo para trazê-los imediatamente para a nossa reunião, ALELUIA! Para que nessa reunião possamos receber de vós, ó Pai, os tesouros da sabedoria, ALELUIA! E do conhecimento, ALELUIA, proporcionado pela Bíblia. ALELUIA! ALELUIA! ÓÓÓÓ Pai!!!

O pastor faz menção de que vai continuar a oração, e Pedro pede para ele orar um pouco mais baixo, pois está chamando a atenção dos vizinhos, que estão saindo para saber o que está acontecendo. Alguns vão se aproximando devagar, estão desconfiados, pois não conhecem as pessoas em frente da casa do Russel. Parecem estar com medo, mas como outros vizinhos também vêm ver o que está acontecendo, eles criam coragem e se aproximam. Alguns deles fazem perguntas.

– Boa noite! Vocês são parentes ou amigos do casal Russel e Natália?

– Aconteceu alguma coisa com eles?

O pastor responde:

– Não, irmãos! Estamos aqui para uma reunião no Nome de Jesus. ALELUIA!

– E o que eram aqueles gritos? Pensei que fosse assalto.

– Eu pensei que fosse briga. Liguei até para a polícia, ela deve estar já chegando.

– Vizinhos, pelo aspecto deles, as roupas, não são pessoas perigosas, não.

– É, está tudo bem. Eu não me preocupei muito, pensei que era o Mundin que tinha chegado bêbado outra vez. Semana passada fez um barulho enorme batendo no portão e chamando para abrirem. Eu vim falar com ele e disse para ele não bater no portão, nem chamar ninguém, porque ele mora só. Mas ele continuava batendo e chamando alguém. Eu então disse a ele que a casa era dele, mas ele não estava. Ele parou de bater. Fui chamar a irmã dele para levá-lo para a casa dela, mas lembrei que, desde aquela festa barulhenta de ontem, ela e o marido estão no hospital.

– O que houve? Beberam muito? Passaram mal?

– Não! É que os dois são enfermeiros e trabalham no mesmo hospital.

– Vizinhos, podemos voltar para casa. Eles estão apenas esperando o Russel com a mulher dele.


Capítulo 2

EXPLICANDO O ATRASO

Os vizinhos vão voltando para seus lares, quando o carro de Russel chega. Eles descem e pedem desculpas, dizendo:

– Desculpem o atraso, estávamos na Missa, e o padre demorou a dar a bênção final, porque hoje havia muitos avisos da paróquia. Antes nós saíamos logo, não esperávamos pela bênção final, mas agora estamos deixando de ser “católicos não praticantes” de nossa fé. E como fieis católicos, reconhecemos o grande valor da Santa Missa, desde seu início, até a bênção final.

Rei Saul consulta a necromante

A INVOCAÇÃO DOS MORTOS

Russel convida para entrarem. Todos entram e sentam. O pastor Melâncton pede a palavra e fala:

– Irmãos! Estou gostando muito de ter conhecido os irmãos. Por amor verdadeiro e querendo vossa salvação, eu queria dizer o que a Bíblia diz sobre a invocação dos mortos. Estou muito preocupado, pois conheço o Flávio e sua família há muito tempo, mas desde que foram para o catolicismo, isso há poucas semanas, já compraram imagens e estão pedindo a intercessão dos mortos.

Irmão Flávio, irmã Susannah, e irmã Katharina, e todos os que me ouvem nessa reunião! Eu falo no Nome de Jesus Cristo. A Bíblia diz que invocar os mortos é uma desobediência a Deus. A Bíblia, em Dt 18,10-12, diz assim: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti“.

Como vemos, irmãos, falo com todo respeito a vocês, católicos aqui presentes, a invocação que os católicos e os espíritas fazem aos mortos é abominação ao Senhor. Não se deve consultar os mortos, eles estão mortos, nada sabem, nada veem, nada podem fazer por nós nem por eles mesmos. Quem intercede por nós no Céu é Jesus, que morreu e ressuscitou, mas os homens não ressuscitaram, ainda aguardam a ressurreição. Se aguardam a ressurreição, é porque estão mortos; se estão mortos, não podem interceder pelos vivos.

Aqui na terra, nós podemos interceder uns pelos outros porque estamos vivos. Depois que uma pessoa morre, não pode mais falar com os vivos, nem com Deus, nem com ninguém, porque está morta. Na Bíblia, não consta que um morto falou com um vivo. O conselho que dou inspirado na Bíblia é: deixem os mortos em paz. Deixem Deus cuidar deles. Não falem com os mortos, falem com o Deus vivo. Não orem aos mortos, orem ao Deus vivo. Não se enganem pensando que Deus ouve os mortos, morto não fala, Deus ouve os vivos. Fale com Deus no Nome de Jesus e Deus vai lhe ouvir.

Irmãos! A Bíblia diz no Sl 33,13-17, e em 1Pd 3,12, “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal“. ALELUIA! ALELUIA!! Glória a Deus!!! ALELUIA!!

Descida de Jesus à Mansão dos Mortos

Irmãos! Vocês não precisam dos mortos, nem devem chamar os mortos, vocês precisam de Jesus, pois Ele morreu e ressuscitou! ALELUIA!!! Jesus está sentado à direita do trono de Deus! ALELUIA!!! Irmãos! A Bíblia diz em Hb 12,2:  “Ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus“. ALELUIA!!! É a Jesus, que está vivo, que vocês precisam orar. Vocês podem ir direto a Jesus, não precisa de um morto para intermediar a conversa com Jesus. Irmãos, mortos não falam.

Irmãos! A irmã Maria, mãe de Jesus, uma boa mulher, não pode interceder por ninguém que está vivo, porque ela está morta esperando o dia da ressurreição. Cuidado! Muitos acreditam que a irmã Maria aparece na terra, dizem que ela apareceu em Fátima/Portugal, que apareceu na Espanha, no Brasil, que faz milagres, que muita gente recebeu curas e milagres pela intercessão dela. Segundo a Bíblia, é impossível que isso possa acontecer.

Irmãos, isso é mentira! A Bíblia diz em 2Cor 11,14: que “Satanás se transfigura em anjo de luz.” Essas aparições são coisas do demônio; esses videntes estão vendo demônios. Irmãos! Maria, mãe de Jesus, morreu, morreu, já era. Acabou. Nem Maria, nem o irmão Zé, marido dela, podem fazer mais nada.

Irmãos! O morto São Pedro, o morto São Paulo, o morto Santo Expedito, o morto São Jorge, o morto São Francisco, o morto São Pio de Pietrelcina, o finado Papa João Paulo II… estes mortos todos morreram e apodreceram. Estando mortos, não podem fazer nada pelos vivos. Nem eles mesmos sabem se existem, porque estão na morte, esperando o dia da ressurreição. Parem de invocar os mortos ou Deus vai castigar vocês. Você precisa de Deus? Fale você mesmo com Ele e não mande um morto no seu lugar.

Irmãos! Vamos orar! Ó Pai, Deus de poder! ALELUIA!!! Eu vos peço: derramai o Espírito Santo sobre esses meus irmãos, para que eles enxerguem a verdade. Ó Deus, ó meu Pai, tende misericórdia dessas pobres almas. Ó Pai! Deus de Abraão, Isaac e Jacó, eu oro no Nome de Jesus. ALELUIA!! Amém, irmãos! Quem de vocês gostaria de se entregar a Jesus?

Há um momento de silêncio e o pastor pergunta:

– No Nome de Jesus, quem de vocês gostaria de voltar ao caminho da verdade?

Irmãos! Fico muito preocupado em ninguém querer se entregar a Jesus; e você, Flávio, Susannah, Katharina e Leonhard, Deus lhes dá a chance de voltar para o caminho da verdade.

Todos estão calados.

– Irmãos! Depois de terem ouvido tudo o que falei no Nome de Jesus, mostrando na Bíblia a verdade, vocês não querem se entregar a Jesus? Irmãos! Não é a mim que vocês deixam de ouvir, é a Jesus, porque eu sou um enviado Dele. Em Lc 10,16 a Bíblia diz: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou“.


Capítulo 3

A AUTORIDADE NÃO ESTÁ EM QUEM A SI MESMO SE DELEGA AUTORIDADE

Jesus chama os seus discípulos

Pedro fala:

– Pastor Melâncton, com todo respeito ao senhor, digo que quando Jesus disse: Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16), Ele se referiu aos que tinha delegado autoridade e aos sucessores destes. Essa autoridade não está sobre quem se auto delega tal autoridade.

Eu sou leigo. Se eu resolvesse sair da Igreja Católica e fundar uma religião, dando a mim mesmo o título e função de papa, ou bispo, ou padre, ou pastor, essa autoridade, os títulos e funções que dei a mim e aos meus seguidores não seriam legítimos, por isso, não seriam reconhecidos por Deus. O próprio Jesus, sendo o Filho de Deus, “não se atribuiu a si mesmo a glória de ser pontífice. Esta lhe foi dada por aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7)” (Hb 5,5).

Para ter a autoridade delegada por Deus, Jesus percorreu todo o caminho do envio do Pai. Assim, na terra, só tem a verdadeira autoridade de Jesus os que não atribuem a si mesmos o direito de ser papa, bispo, padre ou pastor, mas percorrem o caminho de submissão dentro da Igreja que Jesus fundou em Pedro.

Antes de ser bispo, antes de ser padre, o leigo, o seminarista percorreu o caminho de preparação até receber a imposição das mãos da autoridade eclesiástica lhe conferindo o sacramento da Ordem. Esse religioso não atribuiu a si mesmo a glória de ser sacerdote, ele recebeu o ministério sacerdotal na Igreja. Sua autoridade é legítima. Se ele se mantém fiel à Doutrina da Igreja, ele pode dizer: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. (Lc 10,16)


Capítulo 4

PEDIR A INTERCESSÃO NÃO É INVOCAR

O senhor falou que nós, católicos, invocamos os mortos. Nós não fazemos isso quando pedimos que eles intercedam por nós. Nós fazemos uma oração direcionada ao santo que queremos, sem chamá-lo para vir até nós, sem querer ter uma conversa com ele.

Nós, católicos, cremos na comunhão dos santos, cremos que a Igreja Gloriosa no Céu, e a Igreja Militante na terra, e a Igreja Padecente no Purgatório estão unidas cada qual em seu nível, e de onde estão, podem se ajudar. Os santos nos ajudam do Céu, as almas do Purgatório nos ajudam de lá, e nós as ajudamos aqui da terra.


Capítulo 5

A MORTE DO RICO E DE LÁZARO

Quanto ao que o senhor falou sobre, na Bíblia, não constar que um morto falou com um vivo, porque morto não fala. Por favor, Russel, abra sua Bíblia em Lc 16,19-30, e leia para nós o que Jesus fala.

Russel pega sua Bíblia e lê.

Parábola do rico e do Lázaro

– “Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as chagas.

Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. Gritou, então:

– Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.

Abraão, porém, replicou:

– Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá.

O rico disse:

– Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles pararem neste lugar de tormentos.

Abraão respondeu:

– Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos!

O rico replicou:

– Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão.

Abraão respondeu-lhe:

– Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.”

Quando Pedro vai falar, o pastor Melâncton diz:

– Essa passagem é somente uma parábola, uma história que Jesus inventou. Nem o rico, nem esse Lázaro existiram.

– Os senhores protestantes têm dificuldade de crer na Palavra de Deus como ela está escrita. Jesus diz que a Carne Dele é verdadeira comida, que seu Sangue é verdadeira bebida, mas vocês, ao lerem a Bíblia, entendem que Jesus está dizendo que a Carne Dele é verdadeiro simbolismo, que o sangue Dele é somente simbolismo. Se os senhores, em assuntos divinos e humanos fundamentais, como o da Eucaristia, não creem como Jesus quer que seja acreditado, pois falam da vida eterna, quão mais perdidos e incrédulos os senhores estarão nos outros assuntos de Deus!

Os senhores não percebem que, pregando, divulgando, crendo no simbolismo – porque essa é a fé protestante – os senhores estão trabalhando pela comida que perece, e não pela que dura até a vida eterna. Permitam-me repetir, pois é muito sério o que digo! Os senhores estão trabalhando pela comida que perece, e não pela que dura até a vida eterna. Jesus diz: “Trabalhai, NÃO PELA COMIDA QUE PERECE, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal“. (Jo 6,27)

Parábola do Rico e Lázaro.
O banquete está à direita e, na esquerda, está o destino dos protagonistas: Lázaro segue para o céu enquanto o homem rico segue para o inferno.
Afresco no Mosteiro de Rila, na Bulgária.

Senhores! Vimos, na história do rico e de Lázaro contada por Jesus, que o rico tinha morrido e sido condenado ao inferno; e que, do inferno, ele falou com Abraão. Se Jesus dá esse exemplo, Jesus está deixando bem claro que quem morre na terra, não está com sua alma morta na outra vida. Quando se morre na terra, morre apenas o corpo de carne, a alma continua viva no Céu, no Purgatório, ou no inferno. Se não fosse assim, se as almas, os espíritos dos Anjos, não pudessem se comunicar segundo a permissão de Deus, Jesus não teria contado essa história. Jesus não iria nos fazer crer no que não é realidade na outra vida.

Por uma permissão de Deus, a alma desse rico condenado ao inferno pode ver Lázaro no seio de Abraão. Olhando, conversou com Abraão, pedindo que Lázaro molhasse em água a ponta de seu dedo e fosse até ele lhe refrescar a língua, pois ele era cruelmente atormentado nas chamas do inferno. Abraão lhe diz que é impossível Lázaro ir até onde ele está, assim como é impossível a quem está condenado, vir para onde Lázaro e ele estão.

Na história que Jesus conta, o rico condenado pediu para Abraão enviar Lázaro à terra, para avisar aos seus irmãos que o inferno existe, que se vivessem como ele viveu, ao morrer, iriam ter o mesmo destino de condenação ao inferno. Jesus nos faz entender, falando dessa forma, que é possível, segundo a vontade de Deus (não segundo vontade das almas, ou dos Anjos do Céu), é possível uma alma realizar missões na terra.


Capítulo 6

JESUS, MOISÉS, ELIAS: A TRANSFIGURAÇÃO

Em Mt 17,1-4, lemos o que aconteceu na transfiguração de Jesus. Por favor, Natália, leia para nós.

– “Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.

– Natália! Quem apareceu conversando com Jesus?

– Moisés e Elias.

– Moisés e Elias já tinham morrido?

– Sim.

– Segundo o protestantismo do pastor Melâncton, quem morreu, já era, acabou; está morto, sem nada poder fazer, esperando o dia da ressurreição. Natália! Se é assim, como Moisés e Elias, que tinham morrido séculos antes de Jesus, estavam em espírito visível, na forma humana, conversando com Jesus?

– Então, não é assim. Não é como o pastor ensina usando a Bíblia. Pedro! O que Moisés e Elias vieram fazer? Só conversar com Jesus e voltar, eu sei que não foi. Sei que vieram em missão muito importante a envio de Deus. Mas qual missão?

– Suponho que tenham vindo para a preparação da crucificação de Jesus. Para falar com Jesus sobre esse assunto. É uma suposição. Ainda não pesquisei o que a Igreja diz a esse respeito. Não sei te dizer qual foi a principal missão, mas com certeza vieram em uma missão muito importante, tão importante que foi o dia em que Jesus se transfigurou na frente dos Apóstolos, permitindo que eles vissem Moisés e Elias, dois profetas muito importantes na execução dos planos de Deus aqui na terra e no Céu.

A aparição deles foi tão forte que aqui no versículo 4, Pedro, que nunca tinha visto Moisés e Elias, vendo-os, soube quem eram eles, a ponto de Pedro sugerir a Jesus fazer três tendas, pensando que Moisés e Elias iriam ficar muito tempo. A presença de Moisés e Elias foi tão importante que apareceu uma nuvem luminosa, e dela saiu a voz de Deus, dizendo: “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o“. A seriedade do que aconteceu foi tão grande, que aqui no versículo 9 lemos Jesus dizendo aos Apóstolos: “Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.


Capítulo 7

DEUS É DEUS DOS VIVOS, NÃO DOS MORTOS

Abra em Mt 22,31-32, e leia por favor o que Jesus diz aos saduceus que não acreditavam na ressurreição dos mortos, para que o povo escute.

– “Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos“.

– Jesus está dizendo que Deus afirma ser Deus dos vivos e não dos mortos, referindo-se a Abraão, Isaac e Jacó, que já tinham morrido. Susannah! O que essa afirmação de Jesus está dizendo?

– Está dizendo que Deus é Deus dos vivos, porque os corpos físicos de Abraão, Isaac e Jacó tinham morrido, mas suas almas não estavam mortas, estavam vivas no Céu. Ai, meu Deus! Meus irmãos! A visualização do Céu que colocaram em minha cabeça quando eu era protestante foi horrível. Vejo agora que era um filme de horror, pois lá somos doutrinados a pensar, pelos ensinamentos que nos dão, de que os cristãos e todas as pessoas que morreram, estão mortas, esperando a ressurreição.

Então, quando pensamos em Deus no Céu, nós imaginamos Deus vivo andando entre pessoas mortas, milhões e milhões de cadáveres apodrecendo, e como morre gente todos os dias, vemos caindo sobre esses cadáveres se decompondo os cadáveres recém chegados que se juntam aos que estão podres. Era assim que eu, quando protestante, imaginava as pessoas no Céu. Não tinha como imaginar as pessoas no Céu de outra forma, pois o ensinamento é de que quem morreu, acabou, está morto, está esperando a ressurreição. Natália! Se você quiser ver como os protestantes imaginam as pessoas no Céu, vá ser protestante por uns dias.

– Susannah, eu não era uma católica comprometida, mas comecei a me endireitar. Eu e o Russel! Né, amor?

– Sim, querida.

– Nossa vida como católicos vai ser outra. Uma vez católica, sempre católica. Só quem deixa de ser católico é quem nunca foi católico. Então, Susannah, eu nunca vou conhecer esse Céu que você conheceu. Seu Céu cheio de cadáveres e chegando mais todo dia, amontoando-se aos lados e sobre os outros, e Deus andando no meio de mortos. Coisa horrível. Seu céu não era nada bíblico.

O pastor Melâncton diz:

– Irmã Sussanah! Sou protestante e nunca imaginei o Céu assim como imaginava. Eu imagino um Deus vivo no meio dos vivos.

– Pastor, eu era da sua igreja. Podia ser assim com o senhor, mas seu ensinamento era  que Maria, Mãe de Jesus, estava morta, de que José, seu esposo, Pedro, Paulo, Mateus, Marcos, Lucas, todos os Apóstolos, todos os cristãos de todas as épocas, estavam mortos; que não fizéssemos como os católicos, acreditando que eles estavam vivos. Estes ensinamentos me faziam imaginar a tristeza depois da morte na terra, porque o senhor dizia e repetia: “Morreu, já era! Morreu, acabou! Todos os que morreram estão mortos”.

Como eu sei que existe alma, então eu ficava imaginando a alma morta. E não era só eu quem pensava e imaginava essas coisas tenebrosas. O senhor diz pregar o que está na Bíblia. Diga-me onde está, na Bíblia, que as almas dos que morreram, como a da minha mãe, estão mortas. O corpo da minha mãe morreu, mas a alma dela está viva.

O senhor mandava a gente repetir a frase: “todos os que morreram estão mortos”. O senhor era meu pastor, o homem em quem eu confiava para me ensinar as verdades de Deus. Então, quando eu pensava no Céu, principalmente depois que minha mãe morreu, eu me sentia mal, pois imaginava minha mãe morta junto de milhões de mortos, e mais mortos caindo sobre o corpo morto dela todos os dias. Nunca rezei por minha mãe depois que ela morreu, porque o protestantismo nega a existência do Purgatório. Eu mesma falei contra o Purgatório, segundo o ensinamento que recebi na sua igreja, pastor.

Susannah se cala. Há um momento de silêncio e Pedro volta a falar.


Capítulo 8

PISANDO MAIS UM POUCO A CABEÇA DA SERPENTE

– O que falamos até aqui é o suficiente para deixar bem esclarecido que as almas dos que morreram estão vivas na outra vida. Vivas no Céu, ou no Purgatório, ou no inferno. Mas vamos esmagar mais um pouco a cabeça da serpente, sem dó nem piedade. Leonhard, abra sua Bíblia em Lc 33,42-43, e leia para nós, por favor.

– Pois não! Diz assim: “E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.

– Leonhard, quem foi esse que pediu a Jesus para ser lembrado quando Ele tivesse entrado em seu Reino?

– Foi um dos ladrões crucificados ao lado de Jesus.

– A resposta de Jesus foi: ainda hoje tua alma morta estará comigo no Paraíso?

– Não. A resposta foi: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.”

– Como estamos vendo, se quem morreu, está morto, está com a alma morta, ou dormindo, como dizem outras denominações protestantes, então Jesus não diria: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.” Por que Jesus falaria assim, se, segundo os protestantes, quem morreu está inativo, totalmente morto, depois que o corpo morre na terra? Ao falar assim, Jesus deixou claro a esse homem que, depois da morte deles, seu pedido seria atendido, e ainda no mesmo dia ele estaria com Jesus no Paraíso. A consciência, o entendimento, a esperança que Jesus deu a esse homem, crucificado ao seu lado, era de que ele estaria com Jesus; e Jesus é Deus; e Deus não é Deus dos mortos; então, esse homem estaria vivo.


Capítulo 9

SÃO PAULO QUERIA MORRER PARA VIVER COM CRISTO

Em Fl 1,23, São Paulo diz: “desejaria desprender-me para estar com Cristo – o que seria imensamente melhor”.

A decapitação de São Paulo
Catedral da Encarnação em Roma

Ao dizer que desejaria morrer para estar com Cristo, ele não diz: desejaria morrer para estar dormindo com Cristo no Céu. Não diz: desejaria morrer para estar morto com Cristo. Ele diz que morrer seria, para ele, muito melhor, porque ele estaria com Cristo. Como seria melhor, se não fosse de modo vivo, consciente de tudo?


Capítulo 10

A VOZ DOS QUE FORAM IMOLADOS E ESTÃO VIVOS NO CÉU

Russel, por favor, leia Ap 6,9-10:

– “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?

– Russel, quem estava debaixo do altar?

– As almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.

– Natália, o que essas almas faziam?

– Elas clamavam em voz alta, dizendo: “Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?”

Pastor Calvino fala:

– O Apocalipse é um livro escatológico, que fala dos acontecimentos futuros e não se refere às datas dos dias atuais. 

Pedro responde, dizendo:

– Ninguém pode fazer essa afirmação de quando será a data do início dos acontecimentos futuros, que o senhor está fazendo, a não ser que Deus tenha revelado ao senhor. Mas é sabido que Deus não fez essa revelação a ninguém. Só Ele conhece o que Ele mesmo escondeu. Deus é o Senhor do tempo passado, presente e futuro; só Ele sabe o tempo em que foi imolada a primeira alma por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho de que era depositário.

Não terá sido Santo Estêvão? Se foi, ele já está dentro da profecia do Apocalipse. Não terá sido ele, ao ser sacrificado por causa do Nome de Jesus, o primeiro nome que o Autor do Apocalipse conhece, das almas imoladas por causa de Jesus? Sendo assim, a profecia do Apocalipse começou a se preparar com a vinda de Jesus. O Livro da Revelação principia assim:

Revelação de Jesus Cristo, que lhe foi confiada por Deus para manifestar aos seus servos o que deve acontecer em breve. Ele, por sua vez, por intermédio de seu anjo, comunicou ao seu servo João, o qual atesta, como palavra de Deus, o testemunho de Jesus Cristo e tudo o que viu. Feliz o leitor e os ouvintes se observarem as coisas nela escritas, porque o tempo está próximo.

(Ap 1, 1-3)

Capítulo 11

A BRUXA

O pastor Calvino começa a falar, quando Igor, até então calado nos braços de sua mãe, chora. Os dois pastores conversam entre si. Um mostra ao outro algumas passagens em suas Bíblias. Natália põe Igor no berço portátil, perto dela. Olhando seu filhinho, vai cantando baixinho:

– Nana, neném,
Que a Cuca vem pegar.
Papai foi na roça,
Mamãe foi trabalhar

Boi, boi, boi…
Boi da cara preta,
Pega esse menino
Que tem medo de careta.

Bicho papão,
Sai de cima do telhado,
E deixa este menino
Dormir sossegado.

Igor chora, e Natália vai repetir a música, quando Pedro pede licença.


Capítulo 12

COISAS QUE NÓS, CATÓLICOS, NÃO FAZEMOS

– Natália! Nós, católicos, não cantamos esse tipo de música para ninar nossos filhos quando bebês, nem quando maiores, nem em idade nenhuma. Esse tipo de música não deve ser cantada pelos pais ou por qualquer pessoa dentro do lar. Você sabe o que é a cuca, com a qual você está ameaçando pegar seu filho, caso ele não durma?

– Sei. É a cuca do pica-pau amarelo, da TV e do livro. É só um personagem fictício de música de ninar do folclore brasileiro. Eu canto para ele dormir quando ele chora.

– Russel e Natália. Uma senhora de uma outra religião, que mexe com feitiçaria, magia, satanismo, e que se converteu ao catolicismo, falou-me há uns anos atrás que, quando ela era bruxa, à noite, um demônio a levava pela cidade e pelas casas, para que ela amaldiçoasse as crianças daquela casa que conseguisse entrar.

Segundo ela, era fácil entrar em muitas casas, difícil em algumas, e era impossível entrar em outras. Era fácil entrar nas casas em que os pais não oravam por seus filhos. Difícil entrar em casas que os pais oravam pouco. E impossível entrar nas casas em que os pais oravam por seus filhos, principalmente se rezavam o Rosário em família.

Nessas casas, ela não conseguia entrar e perturbar as crianças durante a noite. Mas nas casas onde os pais cantavam músicas de ninar de folclore, em que a letra fazia menção a entidades espirituais do mundo da feitiçaria, ela entrava e conseguia perturbar o sono das crianças recém-nascidas até elas ficarem adultas, caso a criança ou seus pais, ou um deles não se voltasse para Deus. Dizia ela que as músicas que davam licença para a entrada das bruxas, como ela, nas casas eram:

Cuca

Boi da cara preta

Bicho papão

“Um gigante que vem me enfeitiçar”;

“Murucututu de cima do telhado”;

“Tudo no fundo do mar”;

 “É o besouro zum zum”;

“Toda vez que ia ir, vinha voltando”;

“Esse arroz é de Iaiá”;

“Xukuru-kariri-Sapatão”;

“Atirei o pau no ga-to-tô, mas o ga-to-tô”;

“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar”;

“O anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.”


Capítulo 13

A BRUXA DIZ QUE REMÉDIO QUÍMICO NÃO ADIANTA, QUANDO O PROBLEMA É ESPIRITUAL

Quando os pais veem que seus filhos não estão normais, procuram rezadores, e religiões que mexem com o ocultismo, aí a coisa piora. Vão, então, aos psicólogos, psiquiatras, fazem diversas terapias, mas nada dá certo, pois o problema é de ordem espiritual, e não físico ou mental. Os causadores desse mal são os demônios. Remédios humanos, químicos, não adiantam contra eles. Contra eles funcionam a confissão, a Missa, a Comunhão, o jejum e o Rosário rezado todos os dias.

Quando morrem as bruxas responsáveis pelo serviço de prejudicar as crianças, ou quando, por misericórdia de Deus, renunciam a bruxaria, a magia, e se convertem à fé católica, como foi o caso dela, são logo substituídas por outras bruxas, que são monitoradas pelos mesmos demônios que conhecem as casas e as crianças que estão sendo atormentadas com o sonífero infernal provocador de sono fora do normal, preguiça, indisposição, má vontade, insônias, pesadelos, medo, sustos, dores de barriga, de cabeça, rouquidão, febre que surge sem mais nem menos, gagueira, atraso no falar, nervosismo, inquietação, raiva descontrolada, dificuldade de concentração, desobediência aos pais.

Ela disse que, se os pais soubessem que, ao cantarem essas músicas aparentemente inofensivas, eles convidam os demônios para atormentar seus filhos e dão liberdade aos bruxos e bruxas para entrarem em sua casa, eles nunca as cantariam. Algumas delas são feitas no inferno e dadas aos humanos para que eles cantem. Existem demônios cujo trabalho na terra é somente fazer com que essas músicas sejam ensinadas e cantadas pelos pais em seus lares, por cuidadores, por quem convive com as crianças, e pelos professores nos colégios.


Capítulo 14

AS PESSOAS ACHAM QUE NÃO TÊM NADA DE MAIS.
PORÉM, NISSO ESTÁ O PERIGO PARA ELAS

Disse que o trabalho desses demônios não é muito grande, pois as pessoas acham que são só músicas de ninar, “não tem nada de mais cantar”. Elas não acreditam que são músicas de evocação de demônios, bruxos, bruxas e maldições para seus lares, seus filhos e a vida de toda a família que mora naquela casa.

Contou-me que a misericórdia de Deus sobre ela veio no dia em que, entrando numa casa, – pois o demônio que a levava abria e depois fechava a porta – ela olhou para a criança, na qual deveria fazer em sua testa, peito e costas o desenho do pentagrama, que é uma estrela com cinco pontas e cinco letras ou sinais. A criança, dormindo, tinha um rosto muito bonito, inocente, indefeso. Estava sorrindo com algum bom sonho que estava tendo.

Nesse momento, ela lembrou de quantas casas já tinha entrado, quantas crianças tinha feito o mal. Lembrou das fisionomias felizes delas quando ela os olhava, e depois assustadas, quando os demônios faziam com que a vissem fazendo o sinal do pentagrama nelas. Os inocentes se assustavam, porque em todas as saídas para fazer o mal às crianças, seu rosto e corpo era deformado pelo demônio, que a tinha como prisioneira. Nem todas as crianças a viam, mas sentiam sua presença. Havia criança que, ao vê-la, assustava-se com sua aparência de monstro.


Capítulo 15

NÃO FAREI MAIS O MAL ÀS CRIANÇAS

Ao ver o rosto de medo dessa criança, ela recolheu a mão para não tocá-la, mas o demônio meteu a mão por dentro de seu corpo, apertando sua traquéia, de modo que o oxigênio não podia entrar em seus pulmões. Diante disso, ela fez o pentagrama na criança, que imediatamente começou a chorar de medo por vê-la, e gritar com dificuldade de respirar, pois o demônio apertava também a traqueia da criança, deixando passar pouco ar.

Nesse dia, depois que o demônio ainda a levou em outras 10 casas, ela disse que se sentiu mal em fazer o mal às crianças. Lembrou que ela já tinha sido criança, lembrou do sofrimento das famílias que ela prejudicava. E resolveu que não queria mais fazer essas maldades contra as pessoas em troca de beleza, saúde, vida longa, dinheiro e amores.


Capítulo 16

A BATINA QUE SE DUPLICA

Mas o demônio vinha buscá-la todas as noites, e ela não tinha como resistir. O demônio era muito forte. Um dia, o demônio a obrigou a ir comprar umas ervas e pegar restos de ossos no cemitério. Foi nesse dia que começou a libertação dela. Na volta para casa, na rua, passou um padre de batina por ela. Como tinha muita gente na rua, o padre sem querer esbarrou nela, pedindo desculpa e seguindo em frente.

Ela disse que o esbarrão do padre lhe fez sentir uma paz que nunca tinha sentido. Ficou olhando o padre ir andando. Ela, então, viu como se a batina do padre se duplicasse, vindo uma para perto dela; disse que ia andando, e a batina ia andando ao seu lado, como se houvesse alguém dentro dela. Só ela via, as pessoas não viam. Ela ficou sem saber se era coisa do demônio ou de Deus. Então ela disse a Deus que, se Ele existisse, se fosse mais poderoso que o Diabo, que viesse libertá-la dos demônios, que ela iria se afastar deles e servi-lO.


Capítulo 17

A BATINA DO PADRE ATACA O DEMÔNIO

À meia noite, que era o horário em que o demônio sempre vinha pegá-la, quando o demônio chegou, ela disse que não iria mais sair com ele. O demônio disse que, então, iria apertar a traquéia dela e desta vez iria matá-la sufocada. Mas quando o demônio apertou sua traquéia, e ela começou a deixar de respirar, a batina do padre, como se o padre estivesse dentro dela, deu uma bofetada no demônio, que o jogou longe.

O demônio perguntou como ela tinha feito isso. Ele não via a batina, só ela via. Ele se levantou e veio com muita velocidade e raiva contra ela, mas a batina ficou no meio, e o demônio, ao se bater na batina do padre, foi jogado para trás com tanta força que ela o viu ser jogado a muitos quarteirões de distância de sua casa.

Nesse dia, ela disse que passou a crer em Deus, porque nada teria força para libertá-la do forte demônio que a subjugava desde os 15 anos de idade, quando seus pais receberam, na casa deles, um homem que fez feitiçarias para resolver um problema muito grande de dívida. Os pais dela eram empresários, estavam tendo um grande prejuízo, que iria piorar se o problema não fosse resolvido. Eles, então, foram aconselhados por um grande amigo a procurar o bruxo.

O bruxo exigiu duas coisas: um alto valor em dinheiro, e que a filha deles fosse aprender com ele a ciência da boa feitiçaria e da magia branca. Os pais ficaram indecisos, mas o bruxo disse que não tinha nenhum perigo, e que depois que a filha aprendesse, ela poderia resolver vários tipos de problemas, e que os pais ou um dos dois poderia ir a todas as aulas. E assim os pais dela aceitaram. Ela disse que o bruxo era muito poderoso, que os bruxos são em menor número do que as bruxas, mas que os bruxos são bem mais poderosos do que as bruxas. Segundo o que ela diz, um só bruxo tem poder maior do que mil bruxas.


Capítulo 18

TRANSPORTADA PELA BATINA

Ela disse que viu o demônio voltando de onde tinha sido jogado, e que ele vinha chamando outros demônios pelo caminho. Quando ele chegou, acompanhado de mais de 30 mil demônios, a batina do padre colocou a manga sobre seu ombro e a levou com ele sem que os demônios pudessem saber para onde. Repentinamente, ela se viu na casa do bruxo que foi seu professor de bruxaria.

Ele está caído no chão, está morrendo, está gritando de dor e pavor, pois vê os demônios que lhe atormentam e torturam. Ela o vê suando muito, seus gritos começam a diminuir. Ele morre. Os demônios, então, pegam sua alma e a arrastam para baixo. Ela ouve gritos de pavor de milhares de vozes, quando lhe é permitido ver fogo, pessoas e demônios se contorcendo e gritando de dor dentro dele. Ela disse que sentiu o maior medo da vida dela, e se decidiu a procurar o padre da batina. Da mesma forma que a batina a levou, trouxe-a de volta a sua casa.

Os demônios estavam lá, mas a batina saiu voando por onde tinha demônio e expulsou todos, sem ficar um. No mesmo dia, ela foi até a igreja procurar o padre. O que ela viu estava sem batina, e ela precisava encontrar o padre da batina. Não encontrando, conversa com outro padre, mas que também não usava batina.

A partir da conversa com esse padre, começou a preparação dela para ser católica. A batina ia sempre com ela, até que, quando ia saindo da igreja, deparou-se com um padre de batina. A batina que andava com ela foi até ele e se uniu à batina dele. Desse dia em diante, ela não via mais a batina andando com ela. Com essa história, acredito que você, Natália, não cantará mais esse tipo de música dentro de seu lar para seu filho e os outros que virão depois.

É bom cantar dentro do lar, cantar para ninar as crianças as fazendo dormir, mas devemos escolher o que cantar. Cantemos música meditativa feita para Deus. Se não conhecer nenhuma música, os pais podem fazer uma para cantar ninando seus filhos antes de eles dormirem.


Capítulo 19

NÃO FOI DIFÍCIL ME SENTIR BEM NA PRIMEIRA MISSA QUE FUI

Katharina diz:

– Para mim, foi muito bom saber disso. Quando eu casar, cantarei músicas de Deus para meus filhos.

– Você está noiva?

– Não! Nem namorado tenho.

Pedro! Essa semana, eu, Susannah e Flávio fomos à missa a semana toda. Não sentimos nenhuma dificuldade. Nós nos sentimos muito bem dentro da igreja. Não tivemos raiva das imagens, não é verdade, Susannah?

– Nem ficamos julgando os católicos, dizendo no pensamento que todo católico é idólatra. Os católicos, não!!! Desculpem, expressei-me errado: “nossos irmãos católicos”. Agora somos católicas, né, Katharina?

– Sim. Por misericórdia de Deus. Não foi difícil me sentir bem na primeira Missa que fui. Sentia muita paz. O Espírito de Deus dizia à minha consciência que essa era a Igreja que Jesus tinha fundado, mas me foi muito difícil entender o que ia acontecendo. Eu ia achando o ritual muito bonito, tudo feito com muito amor, fé e respeito.


Capítulo 20

UM SANTO PADRE

O padre falava dos mistérios de Deus de modo simples. Percebia-se que ele tinha muita fé, e era homem humilde de coração. Suas palavras, durante a pregação do Evangelho, encheram todos os que estavam na igreja do Espírito Santo. O comportamento desse padre, o olhar, o jeito dele demonstrava que seu único interesse era que só Jesus fosse o centro de nossas vidas. Meus olhos ficaram cheios de lágrimas a Missa quase toda, apesar de eu não entender o que estava acontecendo no ritual litúrgico.


Capítulo 21

O ESPÍRITO DE JUDAS ISCARIOTES EM OUTRO PADRE

No dia seguinte, Susannah passou lá em casa para me levar à Missa com eles. Quando foi começar a Missa, o marido da minha irmã avisou a nós duas que a Missa não seria como a do dia anterior. Ele disse que o padre não era fiel a Jesus e à Igreja: “na Missa de ontem o padre parecia São Pedro, mas nessa de hoje, nós veremos Judas Iscariotes no altar”, disse ele, acrescentando que não o julgássemos, que orássemos por ele, porém sem deixar ele nos arrastar para as trevas em que ele estava.

Esse padre era bem diferente espiritualmente do padre da Missa passada. Ele era inquieto, cabelo assanhado, barba de cinco dias, olhar vazio. Durante a pregação dele, eu entendi porque o Flávio disse que ele era diferente do outro padre. A pregação desse padre era um discurso falando de assuntos como: “Violência contra a Mulher”, “O Preconceito Contra os Negros”, “O direito das Cotas Universitárias”, “Reforma Agrária”, “Grito dos excluídos”, “Fraternidade para os migrantes”, “A Amazônia pertence ao mundo”, “Não confiem na burguesia”, “Abaixo o Capitalismo”, “A importância dos quilombolas”, “Os mais ricos devem ter suas riquezas taxadas em 80%”, “O Brasil deveria ser um país Democrático como Cuba”.

Depois do discurso socialista comunista, ele deu sequência à Missa. Nessa Missa, eu me sentia vazia, mas na hora da Comunhão eu me emocionei, pena que ainda não podia comungar. Antes da bênção final, ele disse que teria uma reunião no auditório, que todos estavam convidados. Após a bênção, a maioria das pessoas foi embora. Eu disse que queria ir nessa reunião, então fomos. No auditório, o padre, já sem batina, estava de camisa vermelha, aberta em uns três botões abaixo do pescoço.

PARECIAM PESSOAS DE UM MUNDO PERDIDO

Nessa reunião estava o grupo de jovens da paróquia, umas poucas pessoas que estavam na Missa, e umas 15 ou 20 que não estavam na Missa, todas com blusas vermelhas. O aspecto delas era diferente: cabelos grandes, assanhados; fumavam; homens de calção; mulheres de camisetas com alças finas mostrando as peças íntimas e shorts curtos. Pareciam pessoas de um mundo perdido.

Uma mulher disse que iriam ter um momento de confraternização antes do padre falar. Colocaram a música que os professores nos ensinam na universidade: “Quem sabe faz a Hora”.

(…)

Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não.
(…)

O padre e as pessoas cantavam, erguendo a mão fechada, que é um dos símbolos dos comunistas. Ao final da música, gritaram: “Viva Fidel!!! Viva Che!!! Viva a Democracia!!!” Após os gritos, o padre falou muito que “O estado deve proteger o povo e não o povo se armar”; “que a população deve ser desarmada”; “que arma gera violência”. Ao terminar, perguntou se alguém queria falar. Foram algumas pessoas que apoiavam o que o padre tinha dito.

Um homem se levantou para falar. A mulher que estava com o microfone não queria lhe entregar. Ele disse que tinha direito de falar também. A contra gosto, ela lhe entregou o microfone. O homem falou se dirigindo ao padre, dizendo que antes concordava com o desarmamento, mas agora não concordava mais com o desarmamento da população.


Capítulo 22

QUERO ME ARMAR PARA DEFENDER MINHA FAMÍLIA

Ele perguntou ao padre sobre o assassinato de uma família. Um casal de 45 anos, que  tinha 3 filhas, de 13, 15 e 17 anos, e um menino de 10 anos.

“Semana passada, como todos nós do bairro sabemos, – disse ele – 4 bandidos forçaram a entrada na casa de uma família. O marido, a mulher e os filhos fizeram barricadas com mesa e cadeiras para eles não entrarem. A mais velha chamou a polícia, mas eles arrombaram a porta, entraram com pistolas, um deles com fuzil, renderam a família toda, depois amarram a todos.

O pai de família disse que eles podiam levar o que quisessem, mas não fizessem nada com a família dele. Eles o esbofetearam, amarraram-no numa cadeira, e na frente dele estupraram a mulher, as filhas e até o menino de 10 anos. Disseram que se ele não olhasse, eles iriam atirar e matar a família toda. Depois da crueldade que fizeram, os bandidos, estupradores, atiraram em todos; só escapou o pai, que está muito mal no hospital, com cinco tiros no corpo.

Depois, eles roubaram a casa e fugiram. Padre! Se esse homem e sua família estivessem armados, os bandidos nem teriam entrado, pois eles poderiam atirar de dentro de casa para fora, e os bandidos fugiriam. A polícia demorou demais a chegar. E o senhor está dizendo que nós, cidadãos brasileiros, devemos ficar desarmados dentro de casa, enquanto os bandidos estão armados?

O senhor diz que o estado, a polícia, é quem deve nos defender; quer que fiquemos esperando, a qualquer momento, bandidos estupradores armados quererem invadir nossas casas, e nós desarmados, sem podermos fazer nada para defender a integridade de nossa família?

Desculpe-me, padre, mas o senhor está errado. Eu quero me armar, não para fazer algo errado, só quero defender minha mulher e filhas; principalmente eu, que tenho cinco filhas, todas mulheres.”

As pessoas, cheias de raiva, gritaram, mandando ele se calar. Uma pessoa gritou, dizendo que deixasse ele falar. O padre pegou o microfone, mas o homem continuou falando. O padre, muito zangado, disse que o homem se calasse, senão ele iria ser excomungado “agora”. E que quem fosse contra o desarmamento da população, que nem fosse comungar na Missa.


Capítulo 23

OUTRO PADRE, ESSE NÃO TINHA MATURIDADE, NEM ESPIRITUAL, NEM HUMANA, NEM INTELECTUAL.

No terceiro dia, fomos à Missa novamente. O padre que celebrou era diferente dos dois anteriores. Ele não era comunista, nem um ardoroso defensor da verdade. Víamos que ele não se entregava com Jesus Cristo na pregação e no serviço da Missa. Jesus fazia tudo sozinho nessa Missa, porque esse padre não tinha amor fervoroso por Jesus. Pedro! Você já viu um padre assim?

– Infelizmente, já vi mais de um. O que podemos fazer é orar pela conversão deles. Já participei de Missas em que o padre é muito santo, muito apaixonado por Deus. Mas já participei de Missas em que se percebia, pelo jeito e pregação do padre, que ele era um padre comum, nem quente nem frio, era morno; nem útil nem inútil, afinal, estava celebrando a Missa. Não era um padre em cima do muro, era um padre inconsciente da missão que recebeu de Jesus Cristo por meio da Igreja.

Percebia-se facilmente que ele não tinha maturidade nem espiritual, nem humana, nem intelectual. Tudo o que ele tinha estudado, aprendido, para se ordenar padre, era nele um conhecimento inoperante. Parecia uma criança, mas não uma criança em sua inocência, e sim em sua infantilidade. Não o classifiquei como uma criança porque ele era um adulto de mais ou menos 45 anos de idade.

Fisicamente e mentalmente era normal. Não amadureceu, nem cresceu na sabedoria de Deus, porque se considerava um padre da paz. Dedicava-se a manter a paz entre todos, sem perceber que esse trabalho lhe prendia na mentira, e levava a ficar preso com ele, quem nele acreditava. Jesus diz para não julgarmos errado em relação à paz que Ele veio trazer. “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada”. (Mt 10,34) A verdade é um poder que liberta; a mentira é uma força que prende. Há quem escolheu ser livre pela busca, encontro, conhecimento e pregação da verdade; e há quem escolheu permanecer prisioneiro da mentira, por não querer sair dela buscando a verdade.


Capítulo 24

DIFICULDADE DE ENTENDER A MISSA

Katharina, sobre sua dificuldade de entender a Missa, vou lhe indicar dois livros cuja leitura lhe situará dentro do Mistério da Eucaristia, fazendo-lhe entender o que está acontecendo durante a Missa.

O primeiro livro é: “O Tesouro Oculto, Méritos e Excelência da Santa Missa”, de São Leonardo de Porto Maurício.

E o segundo é de um pastor protestante que se converteu à verdadeira fé na Igreja Católica, “O Banquete do Cordeiro. A Missa Segundo um Convertido”, de Scott Hahn.


Capítulo 25

O PADRE CALÇA APERTADA

– Gente! Gostaria de falar sobre minha experiência na missa de sábado. Tinha muita gente, igreja lotadíssima. Ao lado do altar tinha uma faixa que dava boas-vindas ao padre que iria celebrar. Ele chega recebendo aplausos. Não está de batina, usa calça e camisa apertadas, no estilo dos cantores sertanejos. As mangas da blusa estão curtas e muito apertadas sobre seus bíceps. Vai ao altar sem reverenciar o Santíssimo Sacramento.

Pega o microfone e chama todo mundo de “povo dele”. Para ele, o povo não é de Deus, é dele. “Me dá um Dó maior, maestro”, diz ele, começando a cantar. Muitas mulheres gritam: Lindo! Lindo! A moça perto de mim disse, em forma de elogio, que o padre era um pedaço de pecado. Ao ver essa cena do padre se exibindo fisicamente dentro da igreja, fiquei muito angustiada. O padre e seus apoiadores estavam transformando a casa de Deus, lugar de santidade e respeito, em casa de show mundano, embora estivesse cantando uma música religiosa que falava de Nossa Senhora.

Após o show inicial, ele vai para trás do altar e veste os paramentos ali mesmo, com todo mundo olhando. Ele veste os paramentos se exibindo, mas disfarçando o exibicionismo. Celebra a Missa. Sua pregação é muito eloquente; ele é um homem muito inteligente; tudo o que ele falava parecia certo, mas meu coração não aceitava. Na hora, pensei se não era eu que estava errada. O que você me diz, Pedro?


Capítulo 26

A ELOQUÊNCIA QUE NÃO VEM DE DEUS

– Você não estava errada. Isso acontece na Igreja. Deus permite para fortalecer a fé e fidelidade dos seus filhos. Eu já ouvi leigo e padre falando com eloquência. Eu percebia, sentia que tinha algo errado, mas não conseguia saber o que era. No meu coração, eu dizia que não era assim como ele estava dizendo, mas eu seria incapaz de dialogar com pessoas nessas condições, porque elas têm o dom da palavra, mas o dom é usado por sua humanidade, sob a influência de Satanás. Eles usam uma inteligência superior aos nossos conhecimentos humanos, porque não são eles falando, mas os demônios falando neles.

Às vezes, vemo-nos diante de pessoas que usam argumentos que sentimos que estão errados, mas que não sabemos rebater de início. Essa dificuldade pode se dar por querermos rebater no mesmo nível de eloquência, intelectualidade humana, uma eloquência que é diabólica, não se combate humanamente. O caminho certo é o da sabedoria, da humildade, que é a total confiança em Deus. Nenhum cristão é capaz de vencer uma conversa com demônios; a vitória nos é dada por graça de Deus. É Deus quem os vence em nós.

Katharina, todos nós podemos ser enganados com as astúcias de Satanás. Vou lhe dar um exemplo: conheço uma pessoa que nunca tinha jejuado, sempre teve dificuldade em jejuar, mesmo quando tomou conhecimento da importância do jejum. Um dia, decidiu que iria jejuar às sextas-feiras, como a Igreja pede. Na sexta-feira que ela começou o jejum, ela foi à igreja antes de ir trabalhar. Olhando no flanelógrafo, viu um cartaz em que leu: “Faça um jejum de não falar nada que prejudique os outros. Não adianta jejuar de comida, se você devora seu irmão”.

Ela falou que esse conselho a fez dizer a si mesma que então não adiantava jejuar, que não iria mais jejuar. E não jejuou, pois às vezes participava de fofocas. Era melhor não fofocar do que jejuar. Ficou se vigiando para não mais fofocar, com o pensamento de que não adiantava jejuar, se ela fofocava com as amigas.

Assim ficou por um ano. Até que um dia, conversando sobre essa decisão de não jejuar, a pessoa que a ouviu lhe perguntou se faria mal ou bem fazer as duas coisas: não fofocar e jejuar. E explicou que o jejum fortaleceria sua alma, não somente contra a fofoca, mas contra todo tipo de pecado. A pessoa, então, leu para ela um pensamento do Papa Emérito Bento XVI: “O demônio é dissimulado, não nos empurra diretamente o mal, mas sim o disfarça de algo bom! Nos ilude com o poder e com as nossas satisfações primárias. Dessa forma, Deus passa a ser secundário.”


Capítulo 27

O DEMÔNIO NO CONFESSIONÁRIO TENTA ENGANAR SÃO PIO DE PIETRELCINA

No livro, As Cartas do Santo Padre Pio, vemos um caso em que, um dia, o demônio se materializou e foi ao confessionário do São Pio. O Padre pensava que era uma pessoa que queria confessar seus pecados, mas essa pessoa começou a justificar os piores pecados com gentileza e habilidade, tentando convencer que era coisa normal.

As palavras dele deixaram São Pio abatido. O próprio Santo escreveu assim:

“Um dia, enquanto eu estava ouvindo confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra a moral. Todos os pecados eram aberrantes!

Eu fiquei desorientado com todos os pecados que ele me contou, e respondi: ‘Lhe trago a Palavra de Deus, o exemplo da Igreja e a moral dos Santos’, mas o penitente enigmático se opôs às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado”.

Ele desabafou todas as ações pecadoras e tentou me fazer entender normal, natural e humanamente compreensível todas as ações pecadoras. E isto não só para os pecados que eram horríveis contra Deus, Nossa Senhora e os Santos. Ele foi firme na argumentação dos pecados morais tão sujos e repugnantes.

As respostas que me deu, com fineza qualificada e malícia, me surpreenderam. Eu me perguntei: Quem ele é? De que mundo ele vem? E eu tentei olhar bem para ele, ler algo na face dele. Ao mesmo tempo, me concentrei em cada palavra dele para dar-lhe o juízo correto que merecia.

Mas, de repente, através de uma luz interna vívida e brilhante, eu reconheci claramente que era ele. Com tom definido e imperioso lhe falei: ‘Diga: Viva Jesus para sempre, Viva Maria eternamente’. Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, o Satanás desapareceu imediatamente dentro de um zigue-zague de fogo deixando um fedor insuportável.”

Katharina, os homens chamados por Deus para exercerem o sacerdócio em santidade, são odiados e perseguidos pelos demônios. Há os que vencem os demônios por um tempo, depois perdem para eles; há os que perdem algumas batalhas, depois, com a graça de Deus, vencem todas as batalhas contra o inimigo das almas. Satanás odeia os sacerdotes porque, por eles, Jesus age para salvar a humanidade. É por isso que nós, leigos, precisamos orar e jejuar por eles, porque precisamos deles. Sem eles, não teremos os Sacramentos. Oremos por nossos queridos sacerdotes, porque “O sacerdote ou é um santo ou é um demônio”. (São Pio de Pietrelcina)

Se todos concordarem, encerramos nossa reunião, pois já são 22h40. Rezemos um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma oração a São Miguel.

Após a oração, despedem-se.

Deus, que é bom, misericordioso e poderoso, abençoe-nos a todos.
J.V.

8 comentários

  1. Eu creio no poder da batina…mt interessante esse exemplo. Deus Abençoe as crianças, que mts vzs tornam-se adultos contaminados devidos os atos de seus pais. Oremos pelos Scerdotes.

  2. Deus seja louvado por essa formação, obrigada JV por esses ensinamentos. Quantos país sem saberem cantaram essas canções de ninar aos seus filhos. devemos replicar essas informações aos nossos familiares que ainda
    não conhecem a Deus.

    Deus eternamente seja louvado 🙌🙏

  3. Deus seja louvado por Essa formação e por ganho de Deus atravez de seu sangue nossa igreja com todas as graças e bênçãos do céu e por nossa VOCAÇÃO presente celeste

  4. Que Deus seja muito amado e glificado louvo a Deus por nossa igreja católica especialmente pela VOCAÇÃO de jesus e por aqueles que são canais de BÊNÇÃOS nas nossas vidas 😊🙏🙏🙏🙌🙌

  5. Louvado seja Deus por mais uma formação em forma de diálogo que me fez rir muito no início, pois fico imaginando cada sena na quela casa . Deus abençoe o senhor J. V é nossa senhora o cubra com seu manto sagrado 🙏

  6. Agradeço a Deus por essa formação. Estava desanimado na fé mesmo tendo muita fé . muito abatido e muito cansado. pra me é o fim de tudo é como se as pessoas estivessem morrendo mesmo estando vivos e por isso penso que a qualquer momento pode vir castigo maiores. Por isso me animou espiritualmente em tudo na formação principalmente na conversão da bruxa. Deus é bom e não nos abandona.

  7. “A verdade é um poder que liberta; a mentira é uma força que prende.” Obrigada, Senhor por essa formação de hoje. Liberta-nos de todo poder das trevas, converte-nos verdadeiramente a Ti e salva nossas almas. Mãe Santíssima, continue esmagando a cabeça da serpente e rogai por nós!

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