Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado!

“Ele foi o servidor fiel e prudente que o Senhor constituiu como o sustentador de sua Mãe, o pai nutrício de sua carne, e o único cooperador fidelíssimo na terra do grande desígnio da Encarnação.” Essa frase pertence a São Bernardo, e ele se refere a SÃO JOSÉ. E não só São Bernardo, mas inúmeros outros santos recorrem com confiança a São José, pois encontram nele, o maior dos santos, a dignidade de pai de Jesus, que faz com que seja impossível que nossas orações não sejam atendidas, segundo a vontade de Deus.

Neste mês de março, o mês dos lírios, recorramos a São José também com fé e confiança, entregando a ele todas as nossas necessidades. Pois como diz também São Bernardo:

“A alguns santos que têm o poder de proteger em certas circunstâncias específicas, mas São José foi concedido o poder de nos ajudar em todas as necessidades, e para defender todos os que recorrerem a ele com disposições piedosas.”

Leiamos agora o primeiro capítulo do livro “Glória e Poder de São José”, do Monsenhor Ascânio Brandão. Caso queira continuar a leitura, você pode baixar o livro completo em PDF no link a seguir:
GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

São José, rogai por nós!


O MÊS DE SÃO JOSÉ

O MÊS DOS LÍRIOS

Consagramos dois meses no ano à devoção a Maria: o lindo mês de Maio e o mês de Outubro do Santíssimo Rosário. Em Junho, nossa alma se afervora na devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus. Nos últimos tempos a devoção a São José tomou grande importância, sobretudo depois que Pio IX entregou ao Santo Patriarca o patrocínio da Igreja universal.

Louvamos a Mãe de Deus, realizando a profecia do “Magnificat: – Beatam me dicent mnnes generationes” – Todas as gerações me hão de chamar bem-aventurada. Em Março, cumpre-se outro oráculo sagrado: – “Qui custas est Domini sui glorificabitur” – glorificamos aquele que mereceu ser o guarda do seu Senhor.

A devoção a São José cresce quanto mais também no mundo vai se desenvolvendo e afervorando a devoção a Maria. Nota-se que desde a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, o culto Josefino foi propagando talvez como nunca em outros séculos.

Nosso Senhor quis associar José aos mistérios da vida do Salvador e uniu Maria e José nos laços do matrimônio virginal, para que ambos, com Jesus, formassem a Trindade da terra, à semelhança da Trindade celeste. Há um mês de Maria; deveria, também ser honrado, em um mês, o Santíssimo José.

“Louvar a Maria é louvar a Jesus; e louvar a José, é louvar Jesus e Maria”

Março traz-nos a festa do Santo Patriarca. Era justo que fosse, também, o mês do Santo Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo.

Louvar a Maria, disse Gerson, é louvar a Jesus; e louvar a José, é louvar Jesus e Maria. Todo este belo mês é consagrado ao culto e ao nosso afervoramento na devoção a São José. Vamos honrar o maior dos Santos nestes trinta e um dias

de bênçãos e de graças do céu. Esta devoção caríssima a tantos fiéis, em todo universo, há de crescer sempre mais. Onde se louvam Jesus e Maria, seja louvado também São José. Rendem-se, em honra de tão grande Santo, os cânticos do povo cristão: – “Te cuncti resonent christianorum chori”.

O mês de Maria é o mês das flores; o mês do Rosário o das rosas do Santo Rosário, o mês de Junho o mês dos frutos da Santidade; o outono de nossa piedade, e o mês de Março, o mês dos lírios de São José!

Vamos, pois, com todo fervor aproveitar estes dias de graça e de salvação.


ORIGEM DO MÊS DE SÃO JOSÉ

A devoção ao Santo Patriarca, diremos mais adiante, esteve já por longos séculos, senão ignorada e desconhecida, pelo menos sem o brilho dos últimos tempos e o fervor e entusiasmo de hoje. Agora, porém, em todo universo a Igreja canta e celebra com esplendores as glórias do Santo Esposo de Maria.

Duas belas festas litúrgicas em sua honra: a de 19 de Março e a do Patrocínio, na quarta-feira depois do segundo Domingo da Páscoa. Erguem-se majestosos santuários, escrevem-se tratados teológicos e obras admiráveis de erudição e piedade sobre as glórias e prerrogativas singulares do grande Santo. Há, em todo mundo, um afervoramento na bela devoção. Era justo que também se escolhesse um mês para São José. E este não tardou.

A prática do mês Josefino é recente. Teve origem na Itália e principalmente na Cidade Eterna. O povo romano sempre consagrou especial devoção a São José e, assim, não se contentava em honrar o grande Santo apenas em sua festa litúrgica. Sendo Março o mês da festa do Santo Patriarca, resolveram algumas almas piedosas, unidas, celebrarem cada dia do belo mês com uma prática devota.

Em breve, o Santo Padre o Papa abençoa e incentiva a propaganda desta devoção.

Da Itália, onde se difundiu rapidamente no século passado em todo país, o mês de São José se introduziu com entusiasmo na França e depois, levado pelas missionárias ao Oriente e ao mundo todo, tornou-se universal.

Agora, a Igreja o deseja cada ano celebrado com mais fervor. Sua Santidade Leão XIII, tão devoto de São José, o recomendou a todo universo. Os últimos Pontífices o enriqueceram de indulgências. (…)

Nenhuma oração é determinada para lucrar estas indulgências, exceto as orações pelo Santo Padre para lucrar a indulgência plenária no fim do mês. Qualquer ato de piedade em honra de São José é suficiente.

Se em Março não se puder fazer o mês de São José, lucram-se as mesmas indulgências em qualquer outro mês, não havendo naturalmente algum impedimento.


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São José, rogai por nós!


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