O AMOR DO PAI

VOCAÇÃO DE JESUS!
Deus seja amado com todas as forças de nosso coração e de nossa alma.

25/10/2021

Antes de iniciar a leitura dessa meditação, aconselho você a se preparar interiormente através desse método de RECOLHIMENTO DIANTE DE DEUS.
https://vocacaodejesus.com/meditacao/recolhimento-diante-de-deus/

.Capítulo 01
A CONSIDERAÇÃO PELO AMOR DE DEUS

“Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato.
Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu”.

(1Jo 3,1)

O Apóstolo São João, inspirado pelo Espírito Santo, aconselha-nos a CONSIDERARMOS o amor com que Deus Pai, Criador de todas as coisas, amou-nos. Como consideraremos o amor do Pai, se não meditarmos sobre quem é o Pai?


Como consideraremos o amor do Pai por nós, se não meditarmos sobre o amor?

.Capítulo 02
O PAI EM SI MESMO

Por que meditarmos sobre o Pai?

Meditamos sobre o Pai para estarmos com Ele; para, estando com Ele, crescermos no conhecimento Dele, de Seu amor. Meditamos para crescer e amadurecer na fé de que Deus é o Criador dos seres animais, entre eles, os homens; é o Criador dos espíritos; Criador das coisas visíveis e invisíveis. Meditamos para crermos e admirarmos como Ele preserva a terra em que moramos e o universo onde ela está.

Uma vez que a inteligência humana não pode compreender a onipotência, a onisciência e a onipresença da magnitude de Deus, como ela é em si, então meditamos para nos maravilharmos em nosso Deus, nosso Criador, nosso Pai.

Tão poderoso é o Senhor, que usa de Seu poder para nos ajudar, sabendo que nossa inteligência lógica é incapaz de compreendê-lo como Ele é; que a inteligência humana não pode alcançar sua inteligência divina, não pode comprovar sua existência para as inteligências que não possuem o dom da fé. Ele, então, nos dá a fé e um espírito de boa vontade; e, assim, revela-se a nós, dando-se a conhecer de modo irrefutável.

Vemos, então, que O conhecendo cada vez mais, vamos também cada vez mais compreendendo que o que já sabemos sobre nosso Deus não nos torna aptos para explicarmos o tudo que Ele é. Compreendemos que estamos mais aptos para crer em Deus, do que para falar acertadamente de sua grandiosa e perfeita natureza. Sentimo-nos confortáveis e seguros no Deus que conhecemos e entendemos pela fé.

Vemos que, enquanto na terra a útil e boa ciência é mutável, não se pode ter certeza de muitas coisas que ultrapassam seus limites. Assim não é com a fé. As ciências humanas são para o conhecimento das coisas humanas. Todas as coisas humanas são temporais, findáveis e limitadíssimas. A fé é para o conhecimento de Deus; Deus é infindável, ilimitado. Por mais que a tecnologia progrida, nem tudo é possível ao cientista, mas “Tudo é possível ao que crê”. (Mc 9,23)

A fé é o princípio, meio e fim da certeza de que Deus existe; é a justiça e o fundamento, não somente da esperança, mas também da verdade; verdade determinante do anúncio de que Deus é mais real do que as realidades conhecidas pelos seres humanos.

A fé é a certeza que sustenta nossa confiança em Deus. “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1). A fé nos faz ver o que nossos olhos não podem enxergar, e de tal forma nos envolve no que somente ela pode fazer ver, que se torna para nós impossível não crer em Deus, em Seu poder, em Seu amor, em Sua misericórdia, em Sua promessa de salvar todo o que Nele crê.

É a fé que nos faz entender que Deus existe por Si mesmo; que não teve origem, nem terá fim; que não foi criado como foi criado o ser humano. É a fé que nos faz perceber que Deus, sendo o Criador, é mais vivo, real, interior em mim e para mim, do que eu mesmo como sua criatura.

É a fé que me tira da “segurança” de meus próprios pensamentos para a segurança do pensamento de Deus, uma vez que Deus diz: “meus pensamentos não são os vossos” (Is 55,8). “E em outro lugar: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, e ele sabe que são vãos” (1Cor 3,20). A fé faz ver e saber; e por enxergar consequências, profetiza os sofrimentos provocados pelas adversidades e desgraças de todo homem que prefere a “segurança” de seus próprios pensamentos à verdadeira segurança do pensamento de Deus.

.Capítulo 03
É A FÉ QUE ME FAZ VER E SABER O VALOR DA HUMILDADE

É a fé somada à humildade que me mostra que se eu não me renuncio para carregar minha cruz atrás de Jesus, meus pensamentos me enganarão; enganado, descerei a ladeira da desgraça. 

Por conseguinte, depois de enganar a mim mesmo:

  • enganarei aos que confiarem em mim;
  • enganarei até a quem não quero enganar;
  • não conseguirei ter o que quero ter;
  • perderei o que tinha ou julgava ter;
  • perderei bênçãos espirituais e materiais;
  • perderei dons;
  • as boas amizades, vendo que eu prejudico a todos de quem me aproximo, afastar-se-ão de mim. Eu as odiarei, culpando-as por meus erros, e de mal a pior irei, pois todos os meus pensamentos serão mentirosos, sem que eu perceba que estou escravizado pela mentira. Todo esse mal é por causa do meu orgulho.

Mas, se eu vir o valor da fé somada à humildade, o qual me mostra que se eu me renuncio para carregar minha cruz atrás de Jesus, meus pensamentos não me enganarão a mim mesmo; e não sendo enganado, subirei a montanha da graça e da felicidade. Logo:

  • eu não enganarei aos que confiarem em mim;
  • não enganarei aos que não quero enganar;
  • conseguirei ter o que quero ter, segundo a vontade de Deus;
  • não perderei o que tinha, antes terei mais;
  • não perderei bênçãos espirituais e materiais;
  • não perderei dons;
  • as boas amizades, vendo que eu não prejudico todos de quem me aproximo, não se afastarão de mim. Eu não odiarei ninguém; não culparei os outros por meus erros involuntários. Então, de melhor a melhor irei, pois os meus pensamentos não serão mentirosos, uma vez que não estarei escravizado pela mentira. Todo esse bem e muitos mais me acontecerão por eu estar me renunciando para carregar a cruz atrás de Jesus, sempre somando a fé à humildade.

.Capítulo 04
O AMOR DO PAI

“Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu”.

(1Jo 3,1)

Meditemos sobre o amor do Pai, para O amarmos.

Não busquemos como prioridade considerar a grandeza do amor do Pai nos livros que falam de amor; nem nas músicas ou poesias; nem nas teorias do que seja o amor do Pai. Nossa prioridade é a Pessoa do Pai. Busquemos o amor nele, consideremos seu amor por nós em Sua Pessoa. Consideremos o amor do Pai para nos deixarmos amar por Ele, e o amarmos em correspondência. Para sermos absorvidos e absorvermos o amor que o Pai tem por nós, busquemos o Amor por amor, para amar. E, amando, aprendamos a amar mais, amar mais, sempre mais.

Não busquemos a intuição, nem a percepção, nem o sentimento do amor como prioridade, mas usemos esses dons como meio, para buscarmos o que é superior a esses carismas. Busquemos a Pessoa do amor, “porque Deus é amor” (1Jo 4,8). Busquemos a Pessoa de Deus, não o que entendemos por sentimento; não busquemos o que experimentamos de percepções. Deus não é mera percepção ou emoção contida em um sentimento; Deus não é o sentimento que nos faz chorar de emoção na oração, nos louvores e em outros momentos. Essas boas emoções são surpreendentes e maravilhosas, mas não são Deus.

Busquemos a Deus, que é o que é, que não passa, não muda. Não busquemos as boas emoções de sua presença mais do que a Ele mesmo. Não busquemos as boas emoções de Sua presença que, nesta vida, devido ao pecado, vão e vêm; como se as boas emoções temporais fossem o amor de Deus por nós, como se fossem mais importantes do que a Pessoa de Deus.

Queiramos sentir a presença divina; Seu amor, que não exige tanto de nossa fé; mas queiramos, sobretudo, Deus em pessoa, que é invisível; Deus que, por Seu amor e nossa fé, não se afasta de nós, nem deixa de nos amar e proteger, mesmo quando não sentimos a verdade desses fatos. Queiramos estar unidos a Deus mais do que vivermos de emoções que nesta vida sentimos por sua presença. Por quê? Porque é abismal a diferença entre a Pessoa de Deus e o sentimento de Sua presença aqui na terra.

.Capítulo 05
PEÇAMOS PERDÃO PELA NÃO CONSIDERAÇÃO DO AMOR COM QUE O PAI NOS AMA

“Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu”.

(1Jo 3,1)

Oremos!

Dai-me a graça, Senhor meu Deus, para saber considerar Vosso amor por mim e por todas as pessoas. Peço-Vos perdão por todas as vezes que, em minha ignorância e fraqueza humana, eu não levei em conta, como deveria levar, a gratidão por Vosso amor de Pai.

Perdão, Senhor!

Reconheço que minha falta de consideração por Vosso amor foi um ato de desprezo a Vós! 

Perdão, Senhor!

Não demonstrei o devido respeito por Vosso amor! 

Perdão, Senhor!

Não considerei o Vosso amor como deveria e podia considerar! 

Perdão, Senhor!

Não meditei sobre Vosso amor. Assim, não tive muitos momentos de encontro convosco! 

Perdão, Senhor!

Não pensei e repensei sobre Vosso amor, assim não fiz apreciações para formular necessários julgamentos sobre como nos amais!

Perdão, Senhor!

Não meditei sobre Vosso amor, assim não tinha argumentos da inteligência e da fé, para contrariar, frustrar, destruir as lógicas insensatas dos que dizem não crer em Vós, dos que dizem que Vós sois cruel, dos que dizem que Deus morreu! 

Perdão, Senhor!

Não meditei sobre Vosso amor. Assim, não conheci as medidas do que é importante à Vossa vontade! Assim, fiquei prisioneiro de minhas medidas, do que julgo ser amor.

Perdão, Senhor!

Não meditei sobre Vosso amor. Assim, me perdia na definição do que tem importância e do que é insignificante! 

Perdão, Senhor!

Não ocupo alma, coração e mente, pensando sobre Vosso amor. Por esta culpa, não tenho crescido no amor a Vós e a todas as pessoas, principalmente àquelas difíceis de amar! 

Perdão, Senhor!

Não medito sobre Vosso amor como deveria. Assim, Vosso amor não está em mim; não sois Vós amando em mim, por mim, comigo! 

Perdão, Senhor!

Por não meditar em Vosso amor, não reconheço meus pecados e erros quando, por Vossa misericórdia, me são mostrados por outras pessoas; e assim comporto-me como o anjo caído do Céu, que, por orgulho, preferiu ficar prisioneiro de si mesmo a se reconhecer culpado! 

Perdão, Senhor!

Por não meditar em Vosso eterno amor por nós, caio na armadilha diabólica de considerar que tenho pecados e coisas boas; pensando que não sou tão ruim, uma vez que faço algumas caridades e procuro ser simpático com as pessoas. Assim pensando, fico incapacitado para reconhecer a miséria que sou e confessar minha culpa! 

Perdão, Senhor! Libertai-me de mim mesmo.

Por não meditar em Vosso amor por todos nós, Vossos filhos na terra, não somente por mim, eu ainda não me libertei dos julgamentos que faço contra meus irmãos. Não me libertei dos pensamentos errados de desconfiança, maliciosos, maldosos, que tenho contra meus irmãos! 

Perdão, Senhor! 

Por não meditar em Vosso amor por meus irmãos:

o quanto Vós amais cada um deles;

o quanto eles são importantes para Vós;

o quanto tendes consideração, cuidado, zelo, misericórdia por eles;

o quanto estais perto deles;

o quanto quereis o bem e a salvação deles;

o quanto os protegeis do maligno e dos homens maus;

o quanto enviais Nossa Senhora, Vossos Anjos e santos para intercederem por cada um destes que são preciosos aos Vossos olhos e coração. 

Por não ver essas verdades, eu não apenas sou indiferente às Vossas ações em favor deles, eu me junto aos Vossos inimigos ao desprezá-los e julgá-los como pessoas merecedoras de repreensão, porque de algum modo me ofenderam e ainda, vez ou outra, ofendem-me! 

Perdão, Senhor!

Não quero ser assim, meu Deus. Libertai-me!

Não quero ser mau. Não quero prejudicar ninguém. Não quero ir para o inferno.

Perdão, Senhor!

.Capítulo 06
MARAVILHAS NOS AGUARDAM

Pai querido!

Vós nos amais para que sejamos Vossos filhos.

Vós nos fizestes Vossos filhos.

Desejais que entendamos que somos filhos de um Deus, o único Deus.

Pai! Porque somos Vossos filhos, o mundo não nos compreende, por isso não nos aceita, não nos conhece porque não conhece o seu Criador.

Vós, Pai querido, preparastes maravilhas para nós depois de nossa morte. O Céu é nossa verdadeira Pátria. Lá receberemos de Vós o que somos incapazes de imaginar que Vosso amor possa fazer por nós. 

“É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9)

MANIFESTOU AINDA O QUE HAVEMOS DE SER. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é.” (1 Jo 3, 2) Não se manifestou ainda o que haveremos de ser, mas essa manifestação acontecerá; será de modo tão maravilhoso que é impossível descrever com palavras o que deixaremos de ser na terra para sermos no Céu. O que São João diz saber, é que recuperaremos a semelhança com Deus que tínhamos antes do pecado original, mas a recuperaremos de modo superior, devido a termos sido remidos pelo sangue de Jesus na cruz. Será uma semelhança tão amorosamente desejada pelo Pai, que Ele deu um jeito de O podermos ver como Ele é.

.Capítulo 07
O AMOR DO PAI EXIGE O AMOR DOS SEUS FILHOS

O amor do Pai quer ser amado diretamente e indiretamente.
O amor direto é dado de modo exclusivo e puro somente a Ele.

O amor indireto é dado a Ele por meio do amor com que amamos as pessoas, sejam elas boas ou más; sejam familiares ou estranhos; necessitados ou não necessitados. Jesus disse que no dia do julgamento dirá aos conservadores dos Mandamentos de Deus que estarão à sua direita, aqueles que em vida amaram aos seus irmãos:

“Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.”

(Mt 25, 34-36)

Os conservadores das Palavras de Jesus perguntaram a Ele quando tinham feito essas obras. Jesus lhes respondeu:

“Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.”

(Mt 25, 40)

Depois condenará os da sua esquerda, se voltará para estes que não amaram seus irmãos, e lhes dirá:

“Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes.”

(Mt 25, 41-43)

Os da esquerda, sem entender que Jesus estava dizendo que tudo o que se faz de bom ou de mal a qualquer pessoa, é a Ele que se está fazendo, diziam a si mesmos que não se lembravam de terem visto Jesus e de terem lhe negado qualquer ajuda. Então perguntaram a Jesus:

“Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?”

(Mt 25, 44)

Jesus diz que naquele dia, dia de ajuizamento, Ele responderá aos que, estando diante Dele para o julgamento, estão à esquerda:

“Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.”

(Mt 25, 45)

Com essas Palavras de Jesus, entendemos que no dia do julgamento tudo será somente entre cada pessoa e Deus. Jesus dirá a cada um da esquerda que tudo o que fizeram de mau contra as pessoas foi a Ele que fizeram; por esse motivo, serão condenados.

Jesus é bem claro: diz que os da esquerda irão para o castigo eterno, que é o inferno; e que os conservadores dos Mandamentos de Deus irão para a vida eterna de felicidade no Céu. (Cf. Mt 25, 46)

“Que o Senhor dirija os vossos corações para o amor de Deus e a paciência de Cristo”. (2Ts 3,5)


Deus, que é bom, misericordioso e poderoso, abençoe-nos a todos.

J.V.

3 comentários sobre “O AMOR DO PAI

  1. ” Não busquemos as boas emoções de sua presença mais do que a Ele mesmo.”
    Ficou para mim esse alerta e vou meditar mais sobre esse assunto.

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