Santa Catarina nasceu no ano de 1331, na Suécia, em família nobre quanto às riquezas desta terra e em berço cristão de fé viva, pois era filha de Santa Brígida, de quem foi também discípula fiel. 

A formação recebida desde criança teve bases muito sólidas e foi alicerçada em princípios que a conduziram em caminhos de grande santidade. Desde os sete anos passou a viver no convento das Irmãs de Risberg, as quais deram continuidade ao que ela já vinha aprendendo com sua mãe. 

Conforme o costume da época, chegada a idade certa, por volta dos 13 anos, Santa Catarina deveria se casar; e estava prometida a Edgard, um bom jovem da corte que também tinha o coração muito dedicado na busca de Deus. Porém, Edgard carregava muitas enfermidades. Devido a essa realidade, os dois conversaram e, sabendo de um voto de castidade feito por Santa Catarina antes do casamento, Edgard resolve aceitar o voto também e, assim, após o casamento, passam a viver como irmãos. Com o agravamento da doença, o marido fica paralítico, e a Santa passa a lhe dedicar cuidados ainda mais intensos e com maior amor. 

Com o passar do tempo, morre o pai de Santa Catarina. Sua mãe, agora viúva, entrega-se totalmente à vida religiosa e resolve fazer uma romaria a Roma, para visitar o túmulo dos apóstolos. Edgard permite que a esposa vá ao encontro da mãe em Roma e na sua ausência vem a falecer. 

Agora viúvas, mãe e filha, Santa Brígida e Santa Catarina vestem o hábito de religiosas. Fundam o mosteiro de Vadstena, na Suécia, na Ordem de São Salvador, com regras inspiradas nos moldes místicos de São Bernardo de Claraval. 

Santa Brígida foi abadessa e as freiras de lá passaram a ser chamadas de brigidinas.

Santa Catarina leva vida austera de mortificações e jejuns; aparecia-lhe, frequentemente, uma luz que a envolvia em êxtase. 

A evangelização feita pelas duas foi intensa, chegaram a percorrer muitas cidades e até diferentes países, passando por vários perigos, dos quais Deus as salvava milagrosamente. 

Mesmo já tendo assumido a vida religiosa tão prontamente, ainda assim não faltaram na vida de Santa Catarina pretendentes que ousadamente a abordassem, desejando o lugar de seu esposo falecido e lhe propondo um novo casamento. Entre eles, um tentou atacá-la e raptá-la, mas ficou imediatamente cego e só conseguiu recuperar a visão quando se ajoelhou aos seus pés lhe pedindo perdão.

Conta-se que ele viu um cervo selvagem ao lado da Santa. Por isso, em algumas de suas imagens ela tem perto de si um cervo, pois em outras ocasiões foi protegida por ele. 

Para manter distância dos homens, Santa Catarina também procurava usar roupas simples ou gastas, como forma de se guardar castamente.

Retornando de uma peregrinação que as duas haviam feito à Terra Santa, chegando em Roma, Santa Brígida morreu. Seu corpo foi levado pela filha de volta para a Suécia e, chegando lá, foi recebido pela população com veneração, por reconhecimento de sua santidade. 

Santa Catarina ficou como abadessa do convento, mas logo teve que ir a Roma advogar pela causa da canonização de sua mãe, pois inúmeros eram os milagres e prodígios que passaram a ocorrer por sua intercessão. Aproveitou também para tentar obter a aprovação da regra da Ordem que haviam fundado. 

No processo de canonização da sua mãe, declarou como testemunha: “Lembro quando minha mãe me levava, junto com as minhas irmãs, para visitar os hospitais que havia mandado construir; com as suas próprias mãos enfaixava, sem repugnância, as feridas dos enfermos”. 

Santa Catarina apresentou depoimentos sobre a vida da sua mãe, primeiro a Gregório XI e depois a Urbano VI. Este último aprovou a regra da Ordem Brigidina, com uma Bula datada de 3 de dezembro de 1378.

Em Roma ficou por 5 anos, morando em um convento onde foi também um grande testemunho de vida virtuosa. Meditava muitas horas por dia na paixão e morte de Cristo, na oração dos salmos penitenciais e no Ofício da Virgem Maria.

Voltou para a Suécia com uma doença grave aos 50 anos, e em 24 de março de 1381 morreu. Sua canonização foi celebrada em 1484 pelo Papa Inocente VIII. 

Santa Catarina é considerada a padroeira das virgens. Além disso, por sua intercessão, a cidade de Roma ficou livre de uma grande inundação proveniente do rio Tevere.

Peçamos que, pela intercessão de Santa Catarina, Deus nos conceda a graça de uma vida de entrega fiel e constante nos bons propósitos, e perseverante no serviço a Ele até os últimos dias na terra, para que, assim, possamos receber o prêmio dos bem aventurados!

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Santa Catarina da Suécia


Nascimento: 1332, Motala, Suécia

Falecimento: 24 de março de 1381, Vadstena, Suécia




Escreva seu comentário